Destinado a quem convive com ansiedade de doença e a seus familiares, e a psicólogos, psiquiatras e médicos que procurem material fundamentado para indicar a pacientes.

Ansiedade de doença é o nome atual do que por muito tempo se chamou hipocondria. O DSM-5 aposentou o termo, em parte pelo estigma, e dividiu o quadro em dois diagnósticos: transtorno de ansiedade de doença, quando o sofrimento se concentra no temor de ter uma enfermidade grave, e transtorno de sintomas somáticos, quando são as sensações do corpo que ocupam o centro da cena. Outras classificações mantêm hipocondria em uso. Os rótulos mudaram; a experiência que descrevem, não.
Hipervigilante descreve o mecanismo por trás dessa experiência. A primeira parte trata do corpo e do alarme: como os circuitos de ameaça, a interocepção e a intolerância à incerteza convertem uma sensação banal em veredito; por que um exame normal produz um alívio que não dura; por que pesquisar o sintoma alivia no curto prazo e cobra caro depois; e como as plataformas digitais realimentam o medo de quem pesquisa a própria saúde. A segunda parte trata da evidência: por que o relato de um desconhecido convence mais do que um estudo sólido, como pesquisas frágeis acendem o pânico em quem lê com atenção, e onde fica a fronteira entre investigar um sintoma e checar compulsivamente. Os casos clínicos são ficcionais, não baseados em pacientes reais.
O livro parte da premissa de que o leitor já esteja sendo acompanhado pelo seu médico. Não desestimula investigação, não trata sintomas como imaginários e não propõe substituir tratamento. Sustenta que a sensação corporal é fisiológica e real, e que o que está desregulado é o sistema que a interpreta.
Daniel Covolo Mazzo é psicólogo clínico e relata no livro a própria passagem pelo quadro. Texto referenciado, com bibliografia ao final.
Destinado a quem convive com ansiedade de doença e a seus familiares, e a psicólogos, psiquiatras e médicos que procurem material fundamentado para indicar a pacientes.
Este livro tem caráter informativo e não substitui avaliação médica ou psicológica individualizada.
Prefácio do psicólogo clínico Eduardo Barbosa
Psicólogo & Escritor
CRP:06/13958
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